Serviço de Taxi - Não interfere no Corredor de Onibus

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

O "Serviço de Taxi" - Corredores de Onibus e a Mobilidade Hospitalar



       O “Serviço de Taxi” e a sua participação nos "Corredores de Ônibus" é extremamente relevante pelos motivos operacionais, do qual participamos diariamente no Ponto 282 do Hospital das Clinicas de São Paulo, com o transporte de: Pacientes, Acompanhantes, deficientes físicos e especiais, cadeirantes, Médicos e profissionais técnicos da área de saúde. Seguindo a exemplificação operacional a maioria dos hospitais do município de São Paulo, especificamente os mais requisitados por esta orbita diária de passageiros, por exemplo, o próprio Hospital da Clinicas, com aproximadamente 20.000 funcionários, e milhares de pacientes, acompanhantes e profissionais da área da saúde:
      
Hospital das Clinicas de São Paulo  

        Eixos de Operacionais, Corredores ou faixas: Rua da Consolação, Av. Paulista, Av. Rebouças, Av. Dr. Arnaldo, Rua Cardeal Arcoverde, Av. Sumaré, Av. Marquês de São Vicente, e Rua Teodoro Sampaio.

Perfil dos passageiros:

Idosos entre 65 e 85 anos e Médicos, Enfermeiros e profissionais técnicos da área da saúde.

Condições econômicas:


    Apesar das restrições imposta pelo HCSP devido as suas obras de ampliação, atendendo os casos emergenciais, e com á indicação para tratamentos clínicos nas UBS ou unidades de saúde mais próximas aos bairros de origem, ainda milhares de idosos se utilizam das dependências do HC, dando sequência aos seus tratamentos e a conservação plena de sua saúde. Mas a maioria desta população idosa, ainda se deslocam dos bairros periféricos do município de São Paulo, e  se utilizam assiduamente do “Serviço de Taxi” por diversos motivos de saúde, que impõem a esta população um fardo econômico ou de recursos que infelizmente as estruturas especializadas neste transporte ainda não atende plenamente, e se utilizam dos corredores acima, dependendo da região para acessar o Hospital das Clinicas. Avaliando o numero de viagens produzidas no Hospital das Clinicas, distribuído por 99 Veículos em média temos a certeza de uma produção de serviço direto no ponto 282 – 8 partidas/dia/Média – resultando 821 viagens/dia, sem ter a pesquisa de outros taxistas e radio-taxi que passam pelo complexo do  HCSP, as vezes prestando serviço de transporte de órgãos e do Serviço Médico. Tendo os idosos e outros pacientes em diversas faixas etárias, às vezes com dificuldades plenas de mobilidade em porcentagem substancial deste volume de viagens, e as consequências diretas ao poder econômico destes passageiros, e consequentemente a família, além de prover os gastos com alimentação na espera de atendimento, vai com certeza com a restrições dos "Corredores de Ônibus" observar um aumento acima de 80% neste custo de mobilidade via “Serviço de Taxi”, embora outros possam a vir utilizar o transporte coletivo (Ônibus – Metro) na sua maioria são absolutamente refém do “Serviço de Taxi”, por motivos obvio de fragilidade óssea e patologias diversas, que devem sem duvida evitar o transporte coletivo, e na maioria dos casos no próprio transporte acompanhado de “cadeira de rodas” ou por uma deficiência especial, inclusive crianças e adolescentes. 
    E outro grupo que certamente serão atingidos severamente são os passageiros que se utilizam de Hemodiálise, que a cada 02 dias passam pelas filtragens de sangue, e em sua maioria saem dos procedimentos totalmente dependentes de seus acompanhantes, em alguns casos cadeirantes, e às vezes dependentes do próprio Taxista para a sua segurança em seu deslocamento até a sua moradia.
  É evidente que a maioria destes usuários e profissionais da área da saúde estão absolutamente apreensíveis com a possibilidade da decisão final em restringir a utilização dos "Corredores de Ônibus" pelo "Serviço de Taxi", igualmente vale ressaltar que exitem "Ponto de Taxi" na maioria dos hospitais da cidade de São Paulo, e com certeza participam diretamente da atividades operacionais em termos de mobilidade destas unidades de saúde, e a exemplo do HCSP, a decisão final neste dialogo entre o Poder Executivo Municipal e o Ministério Publico, obviamente este cenário acima tem que ser avaliado pelas autoridades e suas responsabilidades institucionais, por que existe a certeza que os custos destes deslocamentos vão decidir infelizmente a continuidade da vida destes usuários paulistanos.

Texto/foto - Ga. José Ramos de Carvalho

       

domingo, 19 de janeiro de 2014

O QUE É O “SERVIÇO DE TAXI” E A SUA RELAÇÃO OPERACIONAL COM OS CORREDORES, E FAIXAS EXCLUSIVAS DE ÔNIBUS.


Neste período de plena avaliação das autoridades municipais, Ministério Publico de São Paulo, e Sindicato dos Taxista, estamos colocando a disposição; estudos e pesquisas que tiveram apoio após suas conclusões da Coordenação do “Ponto de Taxi 282 – HCSP – Sr. Denys Soares e da Associação dos Servidores do Hospital da Clinica – Sr. Gerson Batista – Presidente, realizada pelo 2º. Motorista – Sr. Jose Ramos de Carvalho, que além de prover os seus recursos econômicos como “Taxista” tem a sua formação na área de Gestão Ambiental, e que faz parte da Associação Paulista dos Gestores Ambientais, exercendo a função de – Diretor de Comunicação.

O que significa o “Serviço de Taxi” para o PIB do município de São Paulo.

Introdução:

  São Paulo, uma metrópole de 12 milhões de habitantes, e que diariamente produz milhões de deslocamentos, por seus disponíveis meios de transporte: Ônibus, Metro, Trens, Serviços de Taxi,Veículos, Motos, e recentemente Bicicletas. Este ultimo conceito de transporte, vem se qualificando com bons incentivos por parte dos governos para a redução dos congestionamentos, e incentivando uma nova forma de deslocamento e, de mudança paisagística da cidade, com a instalação de ciclovias, e especialmente pelo incentivo a saúde, e a um modo diferente de viver nesta cidade de milhões de viagens diárias. Diante destes volumes de deslocamentos, para varias atividades dos paulistanos em uma escala operacional, os ônibus, tem o maior potencial, porque participa de uma varredura logística por todas as regiões do município e grande São Paulo transportando milhões de pessoas tornando-se mais eficiente e produtivo numa escala de deslocamentos diários. E nesta conjunção logística, o METRO, com seus eixos viários, sem ter qualquer tipo de oposição física efetuam deslocamentos aos centros de serviços, lazer, entretenimento, e trabalho com apoio de 64 estações, com 3,5 Milhões Passageiros/dia. Mas a comparação com outras capitais espalhadas pelo planeta o nosso déficit de transporte em trilhos tem os seus números pouco expressivos se comparado, por exemplo, com a Cidade do México (177 km) ou Seul (287 km), que iniciaram a instalação do seus Metroviários no mesmo período de São Paulo, na década de 70 e atualmente conta com números mais expressivos do metroviário e a nossa cidade com apenas 77 km de linhas operacionais. E finalmente para atender os famosos deslocamentos em sua maioria individuais, ou de serviços de distribuição de documentos, alimentação rápida o chamado delivery, as motos, que apesar de uma legislação adequada, mas que ainda não encontrou um sistema ou uma moldura correta de mobilidade urbana, e sua participação operacional produz altos custos de saúde, por inúmeros acidentes diários, e que utilizam dos corredores e faixas exclusivas pelo espaço livre e de conforto a sua segurança pessoal, apesar da proibição de sua circulação neste espaço disponível, pois existem em nossas vias urbanas uma “Mortandade” e dilaceração de jovens, se aproximando de uma epidemia brutal, e apesar dos novos parâmetros técnicos, e regulamentações, porém  existem conflitos de segurança viária do comportamento do próprio motociclista, onde seu “Serviço de Entrega” ganham características competitivas, e que colocam em risco sua integridade física. E que ainda infelizmente encontramos corpos dilacerados, ou cobertos por folhas de alumínio diariamente.

     E o “Serviço de Taxi”, o seu parâmetro inicial de existência é a sua “Prestação de Serviço”, é o elemento logístico que fica a disposição da cidade, trafegando (24hs.) ininterruptamente por diversos pontos e avenidas, em sua maioria nos setores de serviços: lojas, restaurantes, escritórios e suas diversas atividades, aeroportos, hotéis, rodoviárias, e entre outros a mobilidade hospitalar em seus diversos perfis de atendimentos: pacientes, acompanhantes, idosos, deficientes especiais, Médicos, enfermeiros, órgãos para transplantes, e técnicos de saúde.

JUSTIFICATIVA.

   Neste numero imenso de deslocamento com aproximadamente 33.000 Permissionários prestando o “Serviço de Taxi” obtendo em média 12 viagens/dia, com uma média de 150 km/dia para um período de 8 horas/trabalho, teríamos um deslocamento de aproximadamente 396.000 viagens/dia podendo atingir um pico 5 milhões/Km/dia (125 Voltas na Terra) com 264.000 horas/dia realizadas pelo “Serviço de Taxi”, contando com todos este contingente de permissionários, co-proprietários, Prepostos e 2º. Motoristas, proporcionando varias interligações de logística entre as diversas atividades produtivas e de serviços da cidade de São Paulo. O fato é que a ampliação dos corredores oferece um excelente beneficio ao deslocamento coletivo onde o ônibus passou de seus 14 km/h para 24 km/h com um aumento de sua velocidade em 58%, mas qual será este limite da velocidade dos ônibus a ser encontrada que ofereça deslocamentos rápidos e especialmente com segurança com veículos cada vez mais longos.
       
    E qual a justificativa plausível que possa o “Serviço de Taxi”, continuar a conjugar seus deslocamentos nos corredores e faixas exclusivas?

  CARACTERIZAÇÃO:

      Devemos inicialmente realizar a seguinte pergunta: Qual o perfil atual dos usuários do “Serviço de Taxi”?  

       E sua importância produtiva para a cidade de São Paulo: Serviços, Industria, Turismo, e mobilidade hospitalar, especialmente, em alguns casos nesta ação de “acesso a mobilidade especial” e seu direito expresso na Constituição Brasileira. Com parâmetros técnicos definidos segundo pesquisas e estudos solicitados a pedido do Ministério Publico, o Exmo Sr.  Promotor Dr.  Mauricio Antonio Ribeiro  Lopes , oferece ao “Executivo Municipal” a decisão da restrição do “Serviço de Taxi” nos Corredores e Faixa dos ônibus do município de São Paulo, e conclui, que “Não” devemos em favor de um numero menor de usuários intervir no deslocamento de milhões de pessoas.
        Como podemos observar os principais eixos do município de São Paulo, especialmente nas áreas das mobilizações produtivas, Serviços e hospitalar, podemos destacar os Corredores: Av. Paulista (Sul – Oeste), Av. Nove de Julho (Norte e Sul), São Gabriel (Sul - Centro),  Faria Lima (Sul – Oeste), Av. Sumaré (Norte e Oeste), Rebouças (Sul - Centro) e Marquês de São Vicente (Leste e Oeste). E nestas regiões existem perfis múltiplos de usuários, porem sem as utilizações do “Serviço de Taxi”, o que de fato será atingido economicamente, com a não autorização da utilização destes corredores, é o  “PIB do município de São Paulo”. Mas porque esta relação direta com o “PIB Municipal”, ao observar as pesquisas especialmente avaliando o perfil destes usuários do “Serviço de Taxi”, e sua relação econômica com a cidade, as suas influências no desenvolvimento social, econômico, político, saúde, cultural e ambiental. O fator preponderante das maiores cidades do planeta, é que ainda tem a favor um transporte publico extremamente adequado, e que atende plenamente os deslocamentos diários e operacionais ampliando e contribuindo com os resultados econômicos e sociais destas cidades, sem estabelecer um rótulo ou perfil inadequado de passageiro preferencial economicamente, porque entre suas utilizações fazem parte serviços essenciais, inclusive de proteção e direito a própria vida, no caso especifico em favor da “Mobilidade Hospitalar” e de respeito aos direitos constitucionais, e especificamente ao Estatuto dos Idosos – Lei 10.741 de 01/10/2003 – Lei Federal – Política Nacional do Idoso – Lei Federal – 8842 de 04/01/1994 – LOAS – Lei Federal – 8742 de 07/12/1993 e a Política Municipal do Idoso – Lei Municipal – 13.834 de 27/05/2004.

        “De acordo com os cálculos, São Paulo é a quinta ou sexta maior cidade do mundo. Se considerarmos a região metropolitana, ela é a quinta, atrás de Tóquio, Nova York, Cidade do México e Bombaim. Se considerarmos só a cidade, que tem 12 milhões de habitantes, ela é a sexta. As cinco primeiras, com exceção de Istambul, são todas asiáticas. Para quem acha São Paulo tão grande, estamos vendo que é possível, sim, ser ainda maior.” Raquel Rolnik – Arq. Urbanista.
   
    Esta expansão populacional e misturada a esta produção econômica e serviços o município de São Paulo, com 11 milhões de habitantes (Censo 2010). A cidade de São Paulo consta no censo de 2010 que atingiu uma população de idosos de 1.338.138, isto significa que 11,9% da nossa população tem 60 anos ou mais. “O envelhecimento hoje é um direito do ser humano que, perpassa por vários direitos sociais, tais como saúde, assistência social, transporte, habitação, justiça, trabalho, previdência e outras, mas também está vinculada a trajetória de vida de cada pessoa idosa” Area Tecnica de saúde da Pessoa Idosa – Coordenação de Atenção Basica/SMS-G – Prefeitura do Municipio de São Paulo

    As pesquisas realizadas apontaram que as Velocidades Médias dos ônibus nos corredores atingiram 24 km/h entorno de 44% da velocidade máxima permitida nos corredores que são os atuais 55 km/h.
 Qual seria o limite da velocidade Média Operacional com embarque e desembarque de passageiros de cada Corredores ou Faixas e seus espaços lineares?

   O “Serviço de Taxi”, seu universo de utilização operacional não se resume a 1% dos favorecidos da população de São Paulo, mas em uma calculo mais favorável ao “Serviço de Taxi” podemos caracterizar na média 50%  que poderíamos ter da população de idosos usuários, que resulta em 5% da população paulistana, logicamente somando-se igualmente este contingente múltiplo de usuários em suas inúmeras atividades que colaboram juntos com os nossos idosos do desenvolvimento socioeconômico e ambiental do município de São Paulo, que certamente ampliam seus números de deslocamentos ou viagens diariamente.

     MOBILIDADE HOSPITALAR:

    O “Serviço de Taxi” e os fatos expostos acima, é extremamente relevante pelos motivos operacionais, do qual participamos diariamente no Ponto 282 do Hospital das Clinicas de São Paulo, com o transporte de: Pacientes, Acompanhantes, deficientes físicos e especiais, cadeirantes, Médicos e profissionais técnicos da área de saúde. Seguindo a exemplificação operacional a maioria dos hospitais do município de São Paulo, especificamente os mais requisitados por esta orbita diária de passageiros, por exemplo, o próprio Hospital da Clinicas, com aproximadamente 20.000 funcionários, e milhares de pacientes, acompanhantes e profissionais da área da saúde:
      
Hospital das Clinicas de São Paulo – Eixos de Operacionais, Corredores ou faixas:

Rua da Consolação, Av. Paulista, Av. Rebouças, Av. Dr. Arnaldo, Rua Cardeal Arcoverde, Av. Sumaré, Av. Marquês de São Vicente, e Rua Teodoro Sampaio.
Perfil dos passageiros:
      Com uma população idosa, entre 65 e 90 anos – em sua maioria do sexo feminino.

Condições econômicas:
    Apesar das restrições imposta pelo HCSP devido as suas obras de ampliação, atendendo os casos emergenciais, e com á indicação para tratamentos clínicos nas UBS ou unidades de saúde mais próximas aos bairros de origem, ainda milhares de idosos se utilizam das dependências do HC, dando sequência aos seus tratamentos e a conservação plena de sua saúde. Mas a maioria desta população idosa, ainda se deslocam dos bairros periféricos do município de São Paulo, e  se utilizam assiduamente do “Serviço de Taxi” por diversos motivos de saúde, que impõem a esta população um fardo econômico ou de recursos que infelizmente as estruturas especializadas neste transporte ainda não atende plenamente, e se utilizam dos corredores acima, dependendo da região para acessar o Hospital das Clinicas. Avaliando o numero de viagens produzidas no Hospital das Clinicas, distribuído por 99 Veículos em média temos a certeza de uma produção de serviço direto no ponto 282 – 8 partidas/dia/Média – resultando 821 viagens/dia, com 16.500 viagens/Mês/M, sem ter a pesquisa de outros taxistas e radio-taxi que passam pelo complexo do  HCSP, as vezes prestando serviço de transporte de órgãos e do Serviço Médico. Tendo os idosos e outros pacientes em diversas faixas etárias, às vezes com dificuldades plenas de mobilidade em porcentagem substancial deste volume de viagens, e as consequências diretas ao poder econômico destes passageiros, e consequentemente a família, além de prover os gastos com alimentação na espera de atendimento, vai com certeza observar um aumento acima de 80% neste custo de mobilidade via “Serviço de Taxi”, embora outros possam a vir utilizar o transporte coletivo (Ônibus – Metro) na sua maioria são absolutamente refém do “Serviço de Taxi”, por motivos obvio de fragilidade óssea, patologias diversas e às vezes transmissíveis, que devem sem duvida evitar o transporte coletivo, e na maioria dos casos no próprio transporte acompanhado de “cadeira de rodas” ou por uma deficiência especial, inclusive crianças e adolescentes. E outro grupo que certamente serão atingidos severamente são os passageiros que se utilizam de Hemodiálise, que a cada 02 dias passam pelas filtragens de sangue, e em sua maioria saem dos procedimentos totalmente dependentes de seus acompanhantes, em alguns casos cadeirantes, e às vezes dependentes do próprio Taxista para a sua segurança em seu deslocamento até a sua moradia.

Serviços de Saude.

     Neste período igualmente temos que contar nesta utilização dos corredores os deslocamentos dos profissionais médicos e técnicos que se dirigem aos hospitais, inclusive em casos de emergência médica: Sírio Libanês, Albert Ainsten, 9 de Julho, Santa Catarina, Santa Casa, Incor (Paraiso) e outros serviços da área de saúde. Todas estas unidades hospitalares têm o seu grupo de atendimento por meio do “Serviço de Taxi” que amplia o numero ainda maior de profissionais. Apesar da restrição imposta recentemente ao corredor Av. Paulista, é possível acessar as baias destinadas a embarque e desembarque, mas fica ainda a questão da mobilidade, quando temos que deixar em baias pessoas altamente dependente de equipamentos ortopédicos para se locomover, pois às vezes as distancias dos pontos de baias, são distantes a sua capacidade de se locomover, pois apenas 10 metros tem uma proporção de 50 metros, às vezes próximos do local de serviço ou residência para aquele que depende de “andadores” ou muletas acopladas torna-se uma distancia quilométrica e totalmente inadequada à proteção e segurança destes especiais paulistanos.

QUESTÕES OPERACIONAIS DE TRAFEGO.

    Os estudos que se apresentam deve ter os seus parâmetros técnicos, mas identificamos pontos que possam a vir contribuir com as analises do técnicos da Cia de Engenharia de Trafego, e da Secretaria de Transporte do Município de São Paulo . O corredor que acentuadamente utilizamos é o Corredor Rebouças em seus diversos horários para deslocamento de pacientes e idosos e seus exames, e temos três pontos que travam o Corredor Rebouças, não por impedimento do veiculo taxi, mas no  momento do pico de saída dos colaboradores do próprio HC – Parada HC, e na sequência da “Parada Oscar Freire” e posteriormente a  “Parada Av. Brasil”. O que especialmente registramos, é que deveríamos realizar uma pesquisa –

Qual é a velocidade de acesso dos passageiros ao Ônibus?

    Tenho observado que quando o Ônibus encosta nas “paradas”, e por ter a posição do “Cobrador de Ônibus” a frente da porta de entrada, cria-se uma fila, e logicamente um tempo de espera anormal, e assim, acumula um numero de "veículos Taxi"  aguardando o andamento do ônibus a frente, sendo a Parada da Av. Brasil a mais conflitante, pois igualmente o tempo semafórico tem dosagens de tempo maiores pelas circunstâncias e importância destes eixos de trafego. E acontecem estas paradas motivadas pelo acesso aos ônibus na Parada Faria Lima, Eldorado e Raposo Tavares, tanto que após a passagem pela Av. Brasil, é possível se deslocar pelas faixas normais de rolamentos, e retornando para exclusiva após  os ônibus que permanecem ainda completando o acesso de seus passageiros. Nestas observações ou pesquisas realizadas o próprio “Sistema – Bilhete Único” impõem em sua utilização alguma interferência no próprio acesso ao Ônibus Coletivo, em dialogo com passageiros e motoristas dos coletivos, existe um comportamento natural do passageiro em controlar o tempo ou às três horas de seu direito no Sistema. Por exemplo, é comum o passageiro aguardar junto ao pequeno salão próximo ao “cobrador do Ônibus” controlar o tempo de seu “Bilhete Único”, assim ficando ate´o ultimo instante para ultrapassar a catraca para compor ou ganhar o tempo desta primeira ação de deslocamento, e ter espaço de tempo para os próximos deslocamentos. Este ambiente de economia de tempo cria um congestionamento ao acesso ao coletivo, e podemos observar as solicitações constantes por parte do “Cobrador de Ônibus” para  que acessem os outros salões do coletivo, e inclusive no período de picos podemos perceber as intervenções dos profissionais do “SPTRANS” também nas principais “Paradas de Ônibus” controlando este acesso e cuidando da segurança em fechar as portas, porque os tempos de acesso interferem diretamente no acumulo de coletivos e certamente colabora na redução da velocidade média dos coletivos, principalmente nos períodos de pico, e certamente prejudica o próprio Corredor em suas faixas laterais. Com a introdução do “Bilhete Único Mensal” com valores já definidos julgamos que esta ação de controle de tempo poderá ser neutralizada, porém devemos observar quando poderá traduzir em valores operacionais na logística do “Sistema Operacional das faixas e corredores”, e se de fato ira contribuir neste comportamento de “Controle de Tempo” com relação aos próprios passageiros.

Placas de Sinalização dos Horarios de Utilização.

      Observamos igualmente que em alguns corredores ou faixas de ônibus que as permissões estão balizadas por horários que os motoristas dos veículos particulares, ou outros, não estão habituados a leitura dos horários de permissão ou de utilização das faixas ou corredores. Por inúmeras vezes encontramos corredores com trafego lento e liberados para o horário, porém por qualquer motivo que diretamente esta ligada a comunicação de transito as placas atualmente utilizadas talvez não estejam alcançando a sua função principal e certamente cabe a engenharia avaliar um procedimento visual mais participativo no “leito carroçável” e indicar a liberação dos corredores ou faixas e seus horários permitidos.

"O táxi não responde pela lentidão no corredor. Ele não é o vilão. Esse estudo não levou em conta os problemas estruturais do sistema de transporte público", afirma Sergio Ejzenberg, engenheiro e mestre em transportes pela USP.

Logística diária – Serviço de Taxis – Exercícios Estatísticos - volumes
Total de Cadastrados: 33.000
Exercitando com 30.000 ativos: diurnos e noturnos
Km/dia/Condutor: 150 Km/Média – totalizando – 4,5 milhões de Km/diários
112 Voltas entorno da Terra.
Faturamento Médio Bruto/ ano - R$ 1,9 Bilhões de Reais
750.000 lts/álcool =     34 Carretas/dia (22.000 lts)  -   R$ 1,79 – R$ 1.342.000,00/dia
500.000 lts/Gasolina = 23 Carreta/dia (22.000 lts) -      R$ 2,66 – R$ 1.330.000,00/dia
642 – Troca de Oleo/dia  -  360 Pneus/dia – 300 Pastilhas Freio/dia -  4.300 Lavag./dia.
Alimentação: R$ 15,00 x 30.000 = R$ 450.000,00 / dia
Passageiros – Viagens/dia/Média: 360.000 

Planilha Operacional – Serviço de Taxi –   José Ramos de Carvalho – (57 anos) – 2º. Motorista
Mês
Dias/
Trab.
Hrs/Trab.
Mês
Hrs/Trab
dia
Km/
Prod.
Km/
Res.
Km/
Total
Veloc. Media
Viagens/
Corridas
Tempo/
Corrida
Km/
Corrida.
Jun
16
138
10:29
1811
347
2158
13,12
118
01:10
15,34
Jul
19
225
12:14
3096
805
3901
13,76
176
01:16
17,59
Ago
20
230
11:50
2736
881
3597
11,89
193
01:11
14,18
Set
19
175
09:12
2414
816
3230
13,79
132
01:19
18,28
Out
18
221
12:27
2696
802
3498
12,19
193
01:08
13,96
Nov
16
172
10:45
2035
895
2930
11,83
150
01:08
13,56
Dez
15
133
08:51
1627
797
2424
12,23
136
01:02
11,96











Média
17,5
185
10:48
2345
763
3108
12,67
157
01:09
14,98

R$ 1,64 Km/Médio/Bruto    - R$ 23,00 Serviço de Taxi/hora  - 

Velocidade Média do “Veiculo Taxi” na cidade de São Paulo – 12,67 km/h.  

Qual será a velocidade média imposta ao “Serviço de Taxi” com as futuras restrições?

Mês Veloc/M/Veiculo Taxi
Junho 13,12
Julho 13,76
Agosto 11,89
Setembro 13,79
Outubro 12,19
Novembro 11,83
Dezembro 12,23


Gestão Publica no “ Serviço de Taxi”

   A gestão publica do Serviço de Taxi é realizada pelo DTP – Departamento de Transporte Publico – Secretaria de Transporte do Município de São Paulo, órgão que gerencia procedimentos de logística, fiscaliza e coloca os parâmetros de qualidade e segurança dos veículos taxi em favor dos usuários, além da parceria fundamental com o Inmetro na fiscalização e aferição dos taxímetros.
   Para os 33.000 permissionários e suas extensões de profissionais todas as exigências realizadas pelo DTP fazem parte de atributos mínimos de segurança viária, higiene, e de bons profissionais motoristas devidamente treinados, habilitados e receptivos aos variados perfis de usuários, desde turistas internacionais ao natural cidadão paulistano. Neste cenário profissional de integração do Poder Publico e os 33.000 permissionários, com a instalação das restrições do “Serviço de Taxi” nos Corredores e inclusive a não ampliação para as faixas de ônibus, poderá incorrer na ampliação da “modalidade clandestina” e não autorizada de transporte passageiros, salvo as agências autorizadas ou veículos de aluguel, etc. Fica evidente que os valores serão acrescidos em virtude das restrições, por que, com esta restrição, colocando o “Serviço de Taxi” no mesmo leito carroçável dos veículos particulares, certamente as modalidades clandestinas terá um campo fértil para atuação visto que os valores individuais das corridas poderão ser negociados com valores mais atraentes, e que certamente será considerado pelos usuários que absolutamente necessitam desta modalidade de transporte – “Serviço de Taxi”, porém sem os atributos acima exigidos pelo Poder Publico – DTP – Secretaria de Transporte do Município. A fiscalização do Serviço de Taxi nos corredores tem que ser extremamente rígida, pois consideramos infelizmente a participação de veículos sem passageiros, apesar de um numero pequeno de infratores, mas esta participação indevida cria insatisfação por parte dos gestores públicos e todos os colegas taxistas que sabem da importância de prestar bons serviços ao município de São Paulo. Há de ressaltar igualmente a participação de veículos taxis de outros municípios, a exemplo com maior participação os colegas do Aeroporto Internacional de Cumbica – Guarulhos. É de conhecimento da sociedade as questões de segurança que envolve os colegas que prestam o “Serviço de Taxi” para os usuários deste importante aeroporto para o desenvolvimento econômico do nosso País, porém observamos que o vidros são absolutamente “Filmados” que devido aos vários motivos desagradáveis de “Assaltos ou Roubos” , mas na sua maioria não se utilizam do “Luminoso Taxi”, e que oferece um desconforto em sua visualização, mas deveriam se apresentar com todos os itens de prestação de “Serviço de Taxi” em adequação ao município de São Paulo, para que os Gestores Municipais de Transito, e de Segurança Publica, possam identificar os veículos que prestam o “Serviço de Taxi” e atender os parâmetros da lei,  e conjugar os corredores e faixas como item importante de segurança e mobilidade do "Serviço de Taxi" do Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos. Afinal estamos a beira de dois importantes eventos para o Brasil: Copa do Mundo e Olimpíadas do Rio de Janeiro, e o transito sem duvida é o primeiro "Cartão de Visita" para os diversos tipos de atividades ou perfis turísticos.

COMENTÁRIO: 01/2014

    Esta exposição técnica tem somente um único objetivo de contribuir somando com os estudos já realizados pela Cia de Engenharia de Trafego e Secretaria de Transporte do Município de São Paulo. O fato é que ao longo das minhas atividades profissionais sempre esteve presente a mobilidade pelo transito da cidade de São Paulo. Primeiro na condição de atuar no Poder Publico, especificamente como estagiário de Engenharia na CET e posteriormente na condição de Supervisor de Postos Avançados de Campo – PAC/CET e sua implantação nos anos 80, observando e informando o transito da cidade diariamente em seus diversos corredores. (8 anos). Após outras atividades profissionais participei da implantação do Trecho – Oeste do Rodoanel Mario Covas na condição de Supervisor de Equipe Operacional - Tercerizado - DERSA, e a soma destas atribuições profissionais foram os parâmetros ou  incentivos para expor dados operacionais da minha atual posição profissional em prestar “Serviço de Taxi”, e que complementa os meus recursos econômicos e me possibilita atuar como voluntário em diversas ações na área ambiental.
 
    O “Serviço de Taxi” acolhe 33.000 taxistas, e estatisticamente, a meu exemplo 60% deste contingente de profissionais motoristas tem acima de 50 anos, e com algumas exceções o nível de escolaridade tem como teto o ensino médio, e que exerciam  profissões atuais ou extintas, e se tornaram “Taxistas”. Percorrem milhares de quilômetros diariamente, vendo de perto as entranhas de nossa cidade, dialogando, ouvindo  historias, participando delas, incentivando, emocionando, ou infelizmente as vezes sendo noticiais.

    E gostaria de destacar em particular o meu apreço ao Exmo Sr. Promotor -  Dr. Mauricio Lopes, que tive a honra de conhecer indiretamente e observar a sua luta aos direitos constitucionais, especialmente nas questões ambientais e sociais envolvendo a instalação do Trecho Norte do Rodoanel Mario Covas, e oferecendo proteção aos direitos sociais de milhares de famílias que ainda estão sendo retiradas com avanço das obras rodoviárias. E que esta envolvido diretamente nesta decisão da "permissão" ou "restrição" da utilização dos Corredores e Faixas exclusivas. E foi o nosso grande motivador em apresentar as ferramentas operacionais acima, para que possa refletir e renovar suas analises em conjunto com o Poder Executivo - Prefeito Sr Fernando Haddad e o Secretário de Transporte do Municipio - Sr. Gilmar Tatto, pois certamente o Sr. Promotor tem o angulo de um unico estudo que suponhamos da "Engenharia de Transito", e estamos colocando para seu conhecimento e do Ministério Publico os nossos estudos e pesquisas, mas que coloca questões operacionais do "Sistema de Corredores e Faixas exclusivas" que devem ser avaliadas para futuras decisões em favor do desenvolvimento social e econômico do Município de São Paulo.

Agradeço os coordenadores e aos colegas do Ponto 282 - HCSP, aos passageiros que participaram das ações operacionais, em especial a Associação dos Servidores do HC e sua Presidência.
    
Obs: fotos/filmes e texto – Responsabilidade e execução. - Ga. José Ramos de Carvalho - Taxista - Ponto de Taxi - 282 - HCSP.

Contato:

E-mail: ramosambiental@gmail.com