O “Serviço de Taxi” e a sua participação nos "Corredores de Ônibus" é extremamente relevante pelos motivos operacionais, do qual
participamos diariamente no Ponto 282 do Hospital das Clinicas de São Paulo,
com o transporte de: Pacientes, Acompanhantes, deficientes físicos e especiais,
cadeirantes, Médicos e profissionais técnicos da área de saúde. Seguindo a exemplificação operacional a
maioria dos hospitais do município de São Paulo, especificamente os mais
requisitados por esta orbita diária de passageiros, por exemplo, o próprio
Hospital da Clinicas, com aproximadamente 20.000 funcionários, e milhares de
pacientes, acompanhantes e profissionais da área da saúde:
Hospital das Clinicas
de São Paulo
Eixos de Operacionais, Corredores ou
faixas: Rua da Consolação, Av. Paulista,
Av. Rebouças, Av. Dr. Arnaldo, Rua Cardeal Arcoverde, Av. Sumaré, Av. Marquês
de São Vicente, e Rua Teodoro Sampaio.
Perfil dos passageiros:
Idosos entre 65 e 85
anos e Médicos, Enfermeiros e profissionais técnicos da área da saúde.
Condições econômicas:
Apesar das restrições imposta pelo HCSP
devido as suas obras de ampliação, atendendo os casos emergenciais, e com á
indicação para tratamentos clínicos nas UBS ou unidades de saúde mais próximas
aos bairros de origem, ainda milhares de idosos se utilizam das dependências do
HC, dando sequência aos seus tratamentos e a conservação plena de sua saúde. Mas
a maioria desta população idosa, ainda se deslocam dos bairros periféricos do
município de São Paulo, e se utilizam
assiduamente do “Serviço de Taxi” por diversos motivos de saúde, que impõem a
esta população um fardo econômico ou de recursos que infelizmente as estruturas
especializadas neste transporte ainda não atende plenamente, e se utilizam dos
corredores acima, dependendo da região para acessar o Hospital das Clinicas. Avaliando
o numero de viagens produzidas no Hospital das Clinicas, distribuído por 99 Veículos
em média temos a certeza de uma produção de serviço direto no ponto 282 – 8
partidas/dia/Média – resultando 821 viagens/dia, sem
ter a pesquisa de outros taxistas e radio-taxi que passam pelo complexo do HCSP, as vezes prestando serviço de
transporte de órgãos e do Serviço Médico. Tendo os idosos e outros pacientes em
diversas faixas etárias, às vezes com dificuldades plenas de mobilidade em
porcentagem substancial deste volume de viagens, e as consequências diretas ao
poder econômico destes passageiros, e consequentemente a família, além de
prover os gastos com alimentação na espera de atendimento, vai com certeza com a restrições dos "Corredores de Ônibus" observar um aumento acima de 80% neste custo de mobilidade via “Serviço de
Taxi”, embora outros possam a vir utilizar o transporte coletivo (Ônibus –
Metro) na sua maioria são absolutamente refém do “Serviço de Taxi”, por motivos
obvio de fragilidade óssea e patologias diversas, que
devem sem duvida evitar o transporte coletivo, e na maioria dos casos no próprio
transporte acompanhado de “cadeira de rodas” ou por uma deficiência especial,
inclusive crianças e adolescentes.
E outro grupo que certamente serão atingidos
severamente são os passageiros que se utilizam de Hemodiálise, que a cada 02
dias passam pelas filtragens de sangue, e em sua maioria saem dos procedimentos
totalmente dependentes de seus acompanhantes, em alguns casos cadeirantes, e às
vezes dependentes do próprio Taxista para a sua segurança em seu deslocamento
até a sua moradia.
É evidente que a maioria destes usuários e profissionais da área da saúde estão absolutamente apreensíveis com a possibilidade da decisão final em restringir a utilização dos "Corredores de Ônibus" pelo "Serviço de Taxi", igualmente vale ressaltar que exitem "Ponto de Taxi" na maioria dos hospitais da cidade de São Paulo, e com certeza participam diretamente da atividades operacionais em termos de mobilidade destas unidades de saúde, e a exemplo do HCSP, a decisão final neste dialogo entre o Poder Executivo Municipal e o Ministério Publico, obviamente este cenário acima tem que ser avaliado pelas autoridades e suas responsabilidades institucionais, por que existe a certeza que os custos destes deslocamentos vão decidir infelizmente a continuidade da vida destes usuários paulistanos.
Texto/foto - Ga. José Ramos de Carvalho
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